Tuesday, February 17, 2026

10 Dicas para Iniciantes em Leilões de Imóveis nos EUA

Desnecessário seria dizer que o investimento imobiliário nos Estados Unidos tem um grande apelo junto aos investidores brasileiros.

Hoje devido o momento sócio, político e econômico de grande incerteza que o Brasil atravessa, milhares de brasileiros estão mudando para os Estados Unidos, ou somente investindo nos Estados Unidos; e dentro da modalidade de preferência nacional como investimento, o investimento em imóvel no Estado da Flórida aparece como número 1 na prioridade.

Leilão de imóveis nos EUA
Apesar de só existir dois tipos de imóveis, ou ele é comercial ou é residencial, dentro desses dois tipos de imóveis, no tocante investimento imobiliário existem diversas classes ou tipos com subtipos. 

Você sabia que a indústria imobiliária americana reconhece mais de 30 variações de classes?!

Como no momento nos parece que o investidor brasileiro acordou para o leilão, vamos concentrar essa matéria nesse assunto.

Como nem tudo que brilha é ouro, quais os 10 cuidados que todo iniciante em leilão de imóveis tem que ter? 

Vamos as dicas.

1) Sempre passe em frente ao imóvel antes

Nunca confie apenas em anúncios online ou listagem de bancos. Você precisa ver a casa e o bairro pessoalmente.

Motivos principais:

  • O imóvel pode ter queimado, sido demolido ou condenado.
  • O bairro ou o imóvel pode ser muito diferente do que você imaginou ou viu na foto digital. Alguém pensou em I.A.?
  • Você pode observar sinais de ocupação (carros, luzes, movimento). E dependendo da situação dos moradores, pode ser uma grande dor de cabeça.
  • Muitas casas da lista nem chegam ao leilão.

Se você mora em outra cidade, contrate alguém para tirar fotos. Tenha sempre um olheiro quando não puder você conferir.

Passe novamente no imóvel perto da data do leilão, pois a situação pode mudar  rapidamente. Daí a importância do “olheiro”!

2) Use o bom senso e priorize a segurança

Algumas casas ainda podem estar ocupadas.
Não invada a propriedade nem tente olhar pelas janelas. No trespassing!

Isso é apenas uma inspeção visual externa.

3) Faça uma due diligence completa

A due diligence completa é a parte mais importante de todo o processo.

Dar lances é a parte fácil.

A preparação é o que determina se você vai lucrar ou perder dinheiro.

Execuções hipotecárias acontecem porque:

  • Hipoteca não foi paga
  • Impostos não foram pagos
  • Herdeiros deixaram de pagar após falecimento do proprietário

Isso significa que podem existir problemas legais que de um modo geral são demorados e caros para resolver. Muitas das vezes, muito mais demorados e caros do que o esperado.

4) Faça uma pesquisa de título do imóvel

Se você não souber analisar registros, pague uma empresa de título ou advogado imobiliário.

Você precisa verificar. O chamado title search.

  • Histórico de proprietários
  • Hipotecas e ônus
  • Segundas hipotecas
  • Posição do gravame que está sendo leiloado

Regra crítica: você quer comprar o gravame em Primeira Posição.

Às vezes o leilão é de segunda hipoteca, que a experiência mostra é muito arriscado.

5) Verifique impostos atrasados

Um dos erros comuns dos iniciantes, é acreditar que comprando em leilão, os impostos atrasados serão eliminados. Não, não serão eliminados! Você assume essa dívida.

Como verificar:

  • Pesquise no site da prefeitura ou condado onde o imóvel está localizado
  • Digite o endereço
  • Veja quais anos estão em aberto

Se a hipoteca não foi paga, geralmente os impostos também não foram.

6) Pesquise outros ônus (liens)

Exemplos:

  • Segunda hipoteca
  • Dívidas de obra (mechanic lien). Na Flórida, a força legal do prestador de serviço é absurda!
  • Dívidas judiciais

Alguns desaparecem após a execução, outros não. Essa pesquisa evita supresas de dívidas. 

7) No leilão presencial, leve a forma correta de pagamento (cheques administrativos)

Pagamentos comuns:

  • Dinheiro
  • Cheques administrativos (recomendado)

Dicas importantes:

  • Emita os cheques em seu próprio nome
  • Se perder o lance, poderá depositar novamente.
  • Apesar do custo de emissão, leve valores em vários cheques menores (ex: 10 mil, 20 mil).

Você não sabe o valor final do lance.



8) Defina seus números antes de dar lances

Determine o valor máximo conforme sua estratégia:

  • Revenda (flip)
  • Aluguel
  • Moradia própria

O lance inicial costuma sair 24–48 horas antes do leilão.

Você precisa saber seu limite no lance e todos os seus números antecipadamente, e com muita segurança. Esses números inclusive deverão considerar quanto o investidor quer ganhar e em quanto tempo, para saber se haverá espaço para tal aquisição imobiliária. 

9) Assista a um leilão antes de participar

Trate o primeiro ou primeiros leilões como um ensaio. Isso é máxima entre os investidores!

Vantagens:

  • Entender a velocidade dos lances
  • Saber onde estacionar, caso não seja online e se registrar. Sim, ainda existe leilões presenciais. Os leilões chamados híbridos.
  • Encontrar o local correto
  • Reduzir o nervosismo

Leilões presenciais ou online são públicos e gratuitos.

10) Nos leilões presenciais. Chegue cedo e seja pontual

Leilões começam exatamente no horário.
Eles não esperam atrasados. C
hegar tarde = perder oportunidades.

Faça networking.

Como podemos concluir pelo exposto acima, o sucesso em leilões imobiliários é 90% preparação e pesquisa e apenas 10% dar lances.

Reduza o risco visitando o imóvel, pesquisando título e impostos, preparando o dinheiro, e assistindo os leilões antes de se lançar nessa modalidade de investimento.

A máxima americana resume toda a matéria acima: sucesso é quando preparo encontra oportunidade!

Friday, February 13, 2026

Os riscos do investidor brasileiro ter uma propriedade nos EUA sem proteção patrimonial


 

A maioria dos brasileiros que ainda mora no Brasil, e tem condições, sonha em ter um imóvel nos Estados Unidos como investimento, seja na cidade de Miami, Tampa, Orlando ou qualquer outra cidade no Estado da Flórida quando não em qualquer outro estado americano.

Para muitos, é sinônimo de estabilidade, diversificação patrimonial, quando não de status e acesso ao mercado em dólar.

Acontece que por falta de informação ou por não acreditarem no que pode acontecer, o que muitos investidores ignoram são os riscos financeiros silenciosos que surgem quando não existe uma estratégia de proteção patrimonial adequada por trás da aquisição do imóvel, seja em qual modalidade for, para investimento onde investidor brasileiro busca renda ou simplesmente, férias.

Um dos principais desafios que qualquer investidor estrangeiro, não residente, enfrenta quando considera os Estados Unidos, está relacionado à sucessão patrimonial. E a legislação patrimonial da maneira que foi estruturada, varia de estado para estado! Em alguns estados, essa legislação é impiedosa, o que não é o caso do Estado da Flórida. Mesmo assim, todo cuidado é pouco!

Diferente de outros países, os Estados Unidos possuem regras específicas que podem expor estrangeiros a processos legais demorados e custos elevados caso o proprietário venha a falecer.

Sem planejamento, herdeiros podem enfrentar dificuldades para acessar o imóvel, pagar impostos ou até mesmo manter a propriedade ativa. A falta de liquidez imediata pode forçar a venda do ativo em um momento desfavorável, comprometendo anos de investimento.

Outro ponto crítico é a falsa sensação de segurança. Muitos acreditam que possuir um imóvel já representa proteção financeira suficiente, mas a realidade é diferente. Propriedade gera custos constantes. Levados pela emoção, muitos esquecem da manutenção, impostos, seguros e possíveis responsabilidades legais. E acredite, a exposição do investidor ao passivo, não é pequena!

Sendo você que lê essa matéria um investidor imobiliário interessado em investir em imóveis na Flórida, pergunto: Se algo inesperado acontecer com com você, quem assume essas obrigações?

É sabido e demasiadamente divulgado, que sem uma estrutura financeira adequada, familiares podem herdar não apenas um patrimônio, mas também um problema financeiro complexo. Muitas das vezes essa complexidade operacional, legal e financeira, causada até mesmo pelos desastres naturais como furacão, tornado, enchentes, ou até mesmo incêndios e terremotos, levam a perda do patrimônio. 

Nunca esqueça que os Estados Unidos é um país de desastre natural. Isso também é demasiadamente divulgado.

Não podemos esquecer que ainda existe o risco cambial e a exposição a legislações que mudam ao longo do tempo.

Os investidores brasileiros são conhecidos de frequentemente concentrarem recursos no ativo físico e deixarem de considerar ferramentas que tragam previsibilidade e estabilidade ao planejamento patrimonial. Estratégias de proteção patrimonial e financeira, quando bem estruturadas, ajudam a criar liquidez, reduzir incertezas e preservar o legado construído.

Comprar um imóvel nos Estados Unidos pode ser uma excelente decisão estratégica. Porém, adquirir patrimônio sem um plano de proteção é como construir uma casa com a fundação comprometida.

Para quem acompanha o mercado e as notícias, sabe que o verdadeiro planejamento patrimonial não termina na assinatura do contrato de compra, ou seja, na escritura, ele começa ali.

Mas aí você pergunta: qual a solução? Como resolver esse problema? 

Apesar de eu não ser agente de seguro, talvez um dia, pesquiso muito sobre o assunto. E acredite, também é demasiadamente divulgado que o seguro de vida, pelo menos no aspecto financeiro, sempre resolve boa parte quando não a totalidade dos desafios financeiros que poderão ser encontrados, caso alguma coisa aconteça com o investimento imobiliário, amenizando assim a dor para os herdeiros e sucessores. 

Agora você sabe!

Thursday, February 12, 2026

O Desafio do Déficit Habitacional nos Estados Unidos e Seus Impactos Econômicos

 


Os Estados Unidos enfrentam um déficit habitacional que tem preocupado economistas, urbanistas e formuladores de políticas públicas, incluso os do governo do Presidente Donald Trump. 

Diversos estudos que já atravessam governos, apontam que a escassez de moradias já alcança milhões de unidades, resultado de fatores acumulados ao longo de anos, como crescimento populacional, custos elevados de construção, juros mais altos e falta de oferta acessível.

O debate político sobre o tema é intenso. Alguns analistas associam o aumento dos preços a decisões econômicas recentes e às pressões inflacionárias do período pós-pandemia, enquanto outros destacam questões estruturais, como restrições de zoneamento, o que é um desafio, baixa produção habitacional desde a crise de 2008 e mudanças demográficas. 

A imigração também é frequentemente citada no debate público, embora especialistas ressaltem que o déficit já vinha se formando antes do atual ciclo migratório. Mas é sabido que com política do governo democrata de Biden de escancarar a fronteira permitindo milhões de imigrantes invadirem o país, a situação habitacional só piorou!

As consequências são visíveis: aluguéis mais caros, maior dificuldade para adquirir a primeira casa e aumento da desigualdade entre regiões. Para enfrentar o problema, propostas variam desde incentivos à construção e reformas regulatórias até programas de habitação acessível.

Independentemente das diferenças ideológicas, há consenso de que ampliar a oferta de moradias será essencial para estabilizar preços e garantir maior segurança econômica às famílias americanas nos próximos anos.

Projeções mais otimistas considerando todo o cenário econômico, social, político e habitacional, divulgado por diversas empresas e institutos confiáveis, dizem que levará no mínimo de 10 anos a15 para começar a regularizar esse grande desafio habitacional que os Estados Unidos enfrentam. 

Tenho 3 perguntas:

  • Como ficará o deficit habitacional caso o governo demore para tomar uma decisão?
  • Quanto cresce em média o deficit habitacional anualmente?
  • Sendo otimista, como estará esse deficit daqui a 10 anos? 

Baseado no que leio, o governo sim, irá começar a combater esse problema que atinge milhões de americanos. 

O que não sabemos e ninguém pode afirmar é quando vai começar a equilibrar essa crise. 

Tuesday, January 27, 2026

Tempestades de gelo nos EUA: um risco que o investidor imobiliário estrangeiro não pode ignorar


 Os Estados Unidos é um país de desastre natural. E o inverno tem sido marcado por severas tempestades de neve e, sobretudo, de gelo (ice storms), fenômeno que já provocou mortes, colapsos de infraestrutura e prejuízos econômicos significativos em diversos estados.

Para o investidor imobiliário, esse cenário representa um risco concreto que não pode ser ignorado; em especial para o investidor estrangeiro, que muitas vezes está distante da operação, da manutenção e da gestão do ativo.

A tempestade de gelo é particularmente destrutiva. O acúmulo de gelo sobre telhados, redes elétricas, árvores e estruturas provoca quedas de energia prolongadas, rompimento de tubulações, infiltrações, desabamentos parciais e danos estruturais graves.

Imóveis residenciais e comerciais podem se tornar inabitáveis por semanas, exigindo reparos caros, acionamento de seguros e longos períodos de vacância. Em muitos casos, o custo indireto como perda de renda, disputas com seguradoras, desvalorização temporária do ativo , supera o dano físico imediato.

Para o investidor estrangeiro, os riscos são ampliados. A ausência física dificulta respostas rápidas, aumenta a dependência de terceiros e eleva a exposição a falhas de gestão, atrasos em reparos e custos não previstos.

Somando a esse stress, eventos climáticos extremos tendem a pressionar impostos locais, seguros e regulamentações, afetando a rentabilidade no médio e longo prazo.

Nesse contexto, o investimento em terrenos se destaca como uma estratégia que sobrepõe muitos desses riscos.

Terrenos não possuem estruturas a serem danificadas por gelo, não sofrem com infiltrações, colapsos ou manutenção emergencial, e não dependem de ocupação para gerar valor. O risco operacional é substancialmente menor, assim como os custos recorrentes.

Terrenos são a prova de enchentes e incêndios de proporções bíblicas, terremotos, tornados, furacões e de qualquer outro tipo de desastre natural ou não que possa acontecer aqui nesse país!

Terrenos bem localizados mantêm seu potencial de valorização independentemente de eventos climáticos pontuais. Para o investidor que busca proteção patrimonial, simplicidade operacional e previsibilidade, especialmente em mercados sujeitos a extremos climáticos, o terreno se apresenta como um ativo mais resiliente, estratégico e alinhado a uma visão de longo prazo.

Em períodos de incerteza climática, reduzir complexidade é uma decisão racional. E, no imobiliário, isso começa pela escolha do ativo certo.

Agora você sabe!

Wednesday, December 17, 2025

Qual importância da expansão demográfica no plano habitacional dentro dos EUA?


 

O Presidente Donald J. Trump é um construtor de sucesso, onde construi seu império construindo não só hotéis ou campo de golfes ao redor do país e do mundo, mas também unidades habitacionais.

O  deficit habitacional nos Estados Unidos é um problema que ele conhece muito bem, foi promessa de campanha, e quer mudar. Mas quer mudar dentro de um planejamento habitacional organizado junto com a expansão demográfica, e com todo apoio possível e imaginável de Washington.

A expansão demográfica ocupa papel central no plano habitacional dos Estados Unidos porque está diretamente ligada à sustentabilidade econômica, à competitividade global e à coesão social do país. 

Um déficit estimado entre 5 e 10 milhões de moradias não é apenas um problema imobiliário; é um gargalo estrutural que afeta produtividade, mobilidade da força de trabalho, inflação e crescimento de longo prazo.

Do ponto de vista econômico, a expansão demográfica exige oferta habitacional compatível. Sem novas moradias, o crescimento populacional impulsionado por imigração, mobilidade interna, migração dos moradores de estados democratas para os estados republicanos, e aumento da formação de famílias, pressiona preços, eleva aluguéis e reduz o poder de compra da classe média na maioria das regiões americanas. Isso alimenta inflação estrutural e dificulta a atração de talentos para polos estratégicos de produção, tecnologia e serviços. Em termos práticos, empresas deixam de se instalar onde trabalhadores não conseguem viver. Isso é fato!

No plano estratégico, permitir a construção em novas regiões redistribui crescimento e reduz a concentração excessiva em grandes centros urbanos já saturados. 

A expansão territorial planejada com infraestrutura, zoneamento mais flexível e incentivos à construção, cria novos polos econômicos, fortalece cidades médias e estimula desenvolvimento regional. Isso não é improviso: é política de competitividade nacional. E competição é uma coisa que o americano entende!

Há também um componente fiscal e social relevante. Mais moradias significam mais contribuintes, ampliação da base tributária e maior previsibilidade para investimentos públicos em transporte, educação e saúde. 

Ao mesmo tempo, a expansão demográfica bem planejada reduz tensões sociais associadas à escassez habitacional, como deslocamentos forçados, aumento de moradores sem teto e degradação urbana.

Concluindo, no contexto de uma agenda de crescimento agressivo, a política habitacional torna-se instrumento de soberania econômica. 

Um país que cresce demograficamente, mas não constrói, trava a si mesmo. Ao alinhar expansão demográfica com produção habitacional em escala, os Estados Unidos reforçam sua capacidade de crescer, atrair capital, manter dinamismo econômico e preservar o chamado American Way of Life. Sem moradia acessível, não há crescimento sustentável. Isso também é fato.

Portanto, se você é investidor, e considera em investir em imóveis aqui nos Estados Unidos, tenha em mente essa estratégia. Posso garantir à você que não é tão fácil como muitos vendem o conceito no Brasil, mas a médio e longo prazo para todos aqueles que são mais conservadores nos investimentos, falo sem margem de dúvidas, que vale a pena!

Se você não sabe como começar aqui nos Estados Unidos, faça contato com esse blogger  no site da empresa Moriah International, Inc . Prometo retornar assim que possível.

Friday, November 21, 2025

Imóveis para a classe media em Miami é a nova tendência


Os preços exorbitantes dos imóveis em Miami, principalmente nas áreas mais privilegiadas, entenda, próxima a água tem reverberado ao redor dos Estados Unidos.

Apesar de muitos não se animarem com os preços altos, eles não desistem do sonho de morar no Sul da Flórida.

A demanda é crescente; não só por brasileiros estrangeiros que querem morar em Miami, mas também por americanos que estão trocando os estados democratas pelos estados republicanos; no caso o Estado da Flórida.

Pensando nisso, uma empresa incorporadora espanhola planeja a construção de mais de 4.000 apartamentos, com preço abaixo do mercado para satisfazer a classe média.

Inicialmente o projeto será para aluguel com o preço variando de US$ 1,600 à US$ 1,900.00 por mês. O complexo apresentará diversas comodidades que são típicas dos prédios mais atuais: piscina, academia e espaço de coworking que atenderá as 7 torres.

Para quem conhece a região, as torres que começarão a ser construídas já no início de 2026, ficarão em uma área de 48.562 m2 que foi comprada em 2023 por US$ 29.3 milhões, e fica localizada na área oeste da I-95 (Interstate) em West Little River que é um bairro bem suburbano.  

Os imóveis de preços mais acessíveis começam a dar forte sinais que serão uma das grandes tendências em Miami para os anos vindouros.Não só os imóveis que atendem a classe média mas como também os imóveis mais populares, o chamado Section 8, onde o governo federal paga a metade do aluguel do inquilino, estão dando sinais que esses dois nichos estarão contribuindo para a agressiva expansão demográfica e habitacional do estado da Flórida. 

O governo do Presidente Donald Trump reconhece que o deficit habitacional, em um número bem conservador é de no mínimo 5 milhões de unidades ao redor do país para o dia de hoje; sendo que com a expansão demográfica de uma população de 347 milhões de pessoas, não existe até a presente data um indíce, um estudo de desaceleração dessa necessidade de imóveis para atender a classe média ou menos privilegiada.

Monday, October 27, 2025

Oportunidades de Redesenvolvimento na Costa do Sul da Flórida


Com a queda do prédio Champlain Towers South na Cidade de Surfside, aqui no Sul da Flórida, o conceito de engenharia civil e manutenção mudou drásticamente o cenário do mercado imobiliário.

Logo após essa tragédia, foi aprovado pelo governador do Estado da Flórida, Ron DeSantis, uma lei que impõe reservas estruturais obrigatórias e inspeções rigorosissímas, aumentando significativamente os custos para edifícios antigos.

Ao longo da costa ensolarada do sul da Flórida, edifícios antigos à beira-mar estão se tornando oportunidades de ouro para redesenvolvimento. Cada vez mais, proprietários de condomínios preferem vender coletivamente seus imóveis, aliviando e fazendo praticamente a alegria de todos, a enfrentar os custos crescentes de manutenção, seguros e novas exigências legais.

De um modo geral, os administradores e tesoureiros das associações dos proprietários de imóveis, são unânimes em dizer que praticamente está ficando impraticável manter os antigos prédios dentro da nova regulamentação.

Prédios estão sendo vendidos e uma velocidade que chama atenção. Já existe uma expectativa de construção de mais de US$ 2 bilhões de projetos que com certeza irá mudar o horizonte da costa, alguns projetos em uma das áreas mais valorizadas de Miami.

É sabido que muitos proprietários não vendem apenas por razões financeiras; alguns vivem de renda fixa e enfrentam taxas triplicadas; o que é muito preocupante no orçamento.

Quanto ao corretores, é alegria pura. Afirmam que vendas coletivas podem gerar três a cinco vezes mais retorno do que vendas individuais.

Como sabido no mundo de investimento imobiliário, é tudo uma questão de oportunidade e de endereço. Dito isto, nem todos os prédios antigos são minas de ouro: o sucesso depende do local, densidade e potencial de redesenvolvimento. Quanto mais sem vista para o mar ou até mesmo afastado, mesmo alguns quarteirões ou mais a oeste, nunca terão o mesmo apelo comercial.

Com a migração do americano “fugindo” dos estados democratas devido a agenda de destruição comunista em direção ao estado republicano da Flórida, e com o movimento que só tem aumentado de empresas migrando também para o sul da Flórida, a demanda por moradia à beira-mar só aumenta, não apresentando nenhum sinal de desaceleração a curto e médio prazo.

E você incorporador brasileiro? Sabe como buscar esse tipo de grande e lucrativas oportunidades imobiliárias que também acontecem ao redor dos Estados Unidos? 

Monday, September 29, 2025

Mercado imobiliário nos EUA: Riscos de investir em Tax Lien e Tax Deed


Como sabemos, parece que o brasileiro segue moda. E no momento, parece que uma das modas de investimento imobiliário que os brasileiros escutaram falar ou estão se interessando em investir nos Estados Unidos, é no segmento de Tax Deed e Tax Lien.

Mas é um bom negócio? Sim e não, depende de quem é você, e o que você quer com esse país.

Outro ponto relevante que vale ressaltar, que o fato de ser relativamente uma operação prática, não quer dizer que é fácil. Como sabemos não existe dinheiro fácil! Mas a maioria confunde, e sem entender de como o mercado imobiliário americano funciona, acha que é fácil.

Quando você acerta no investimento, o Tax Lien ou Tax Deed é muito lucrativo, mesmo assim, tem os seus desafios para chegar nesse lucro.

Mas o que é a operação do Tax Deed? É um leilão de imóvel por inadimplência de impostos (IPTU), com transferência de propriedade ao arrematante. 

O que é Tax Lien? É a dívida de imposto (IPTU) garantida pelo imóvel, leiloada a investidores, sem transferência imediata da propriedade

Vamos tentar esclarecer alguns pontos sobre os riscos do Tax Lien and Tax Deed para melhor te posicionar.

Investir em tax lien (penhora fiscal) e tax deed (escritura de imposto) pode ser uma forma de obter imóveis por um preço baixo ou ganhar uma taxa de juros alta. No entanto, é crucial entender que existem riscos significativos.

Riscos de investir em Tax Lien (Penhora Fiscal)

Risco de resgate: Na maioria dos estados, o proprietário do imóvel tem um período para quitar os impostos em atraso, além de multas e juros. Esse período é conhecido como período de resgate. Se o proprietário pagar o valor devido, você recebe seu investimento de volta mais os juros, mas não adquire o imóvel. Isso pode ser uma desvantagem se o seu objetivo principal era obter a propriedade.

Taxa de juros variável: A taxa de juros sobre os tax liens varia de estado para estado e, às vezes, de condado para condado. É essencial saber a taxa de retorno que você está comprando.

Prioridade da penhora: Embora uma penhora fiscal geralmente tenha prioridade sobre outras penhoras (como hipotecas), pode haver outras que a antecedem, como penhoras federais ou de outros órgãos. É preciso fazer uma diligência prévia para identificar todas as penhoras.

Propriedades de baixo valor: Muitas vezes, as propriedades com tax liens são de valor baixo ou estão em áreas indesejáveis. Mesmo que você adquira a propriedade, pode ser difícil vendê-la ou obter um bom retorno. Isso não quer dizer que não apareça boas propriedades e endereços mais nobres. Na verdade aparece de tudo, daí a necessidade de sempre ficar pesquisando nos websites que mostram essas oportunidades.

Período de espera prolongado: Se o proprietário não resgatar o imóvel, você precisará esperar até que o período de resgate termine. Além disso, você precisará iniciar um processo de execução hipotecária para obter a escritura, o que pode levar tempo e custar dinheiro.

Riscos de investir em Tax Deed (Escritura de Imposto)

Processo de leilão: A maioria dos tax deeds é vendida em leilão. Você pode acabar pagando mais do que o valor do mercado por uma propriedade, especialmente se a concorrência for alta.

Condição da propriedade: Ao contrário de um leilão de hipoteca tradicional, os tax deeds são geralmente vendidos como estão. Isso significa que você não tem a oportunidade de inspecionar a propriedade por dentro. A propriedade pode estar em péssimas condições, com danos estruturais ou contaminação ambiental, o que exigirá reparos caros.

Questões de titularidade: O risco mais significativo de um tax deed é a incerteza do título. O título de um tax deed pode não ser "claro" ou "comercializável", o que significa que pode haver reivindicações pendentes sobre a propriedade. Você pode precisar de um advogado para "limpar" o título, o que pode ser um processo demorado e caro.

Desocupação do imóvel: Se houver ocupantes na propriedade, você terá que iniciar um processo de despejo. Isso pode ser caro e demorado.

Sem período de resgate: Em alguns estados que vendem tax deeds, não há um período de resgate. Isso significa que, se você ganhar o leilão e o processo de execução for concluído, a propriedade é sua. No entanto, o proprietário anterior ainda pode contestar a venda em tribunal, o que é outro custo e risco para você.

Em resumo, embora o investimento em tax lien e tax deed possa parecer uma oportunidade de lucro, e pode ser, eles carregam um risco significativo.

Recomenda-se fazer uma pesquisa completa sobre a propriedade, o processo legal e as leis do estado e do condado antes de investir. Idealmente, consulte um advogado ou um profissional especializado nesse tipo de investimento.

Finalizando, como todo e qualquer investimento, o risco sempre irá acompanhar. Cabe à você interessado se informar da melhor maneira possível, fazendo o chamado dever de casa, se cercando de profissionais competentes como supra citado.

Tuesday, August 5, 2025

Miami lidera o ranking mundial de segunda residência para bilionários

A Cidade de Miami no Sul da Flórida, consolidou-se como o destino número um do mundo para indivíduos do mundo inteiro com patrimônio líquido ultra alto (Ultra High Net Worth – UHNW) que buscam adquirir uma segunda residência. A informação foi divulgada em um relatório recente da Altrata, citado pelo Daily Mail.

De acordo com o estudo, são considerados UHNW os indivíduos com patrimônio superior a US$ 30 milhões. E, nos últimos cinco anos, Miami tem registrado um crescimento expressivo no número desses proprietários de alto poder aquisitivo que escolhem a cidade para seu segundo lar.

Atualmente, 13.211 indivíduos ultra ricos possuem segundas residências em Miami, o que é um número bem expressivo! Um número que confirma a cidade como líder absoluta neste segmento.

Os motivos são claros: clima ensolarado o ano inteiroestilo de vida sofisticado à beira-mar, infraestrutura de alto padrão e segurança jurídica. Muitos inclusive, consideram por ser uma cidade nova e próxima ao aeroporto internacional!

Somando aos motivos acima, também aparece despontando como preferência para os ultra-ricos, o fato do Estado da Flórida ser um estado com políticas conservadoras, impostos mais baixos, e baixos índices de violência; o que o torna em um ambiente ainda mais atrativo para quem valoriza liberdade econômica, segurança familiar e discrição.

Miami não é apenas um destino turístico ou de lazer. Miami está se consolidando cada vez mais como um porto seguro para o capital global e uma peça estratégica no portfólio de investimentos dos ultra ricos.

Wednesday, July 23, 2025

Home flipping. A cidade de Miami no top 10

Se existe uma modalidade de negócio nos Estados Unidos que chama e muito a atenção do brasileiro, é o investimento imobiliário.

Incorporação, leilão, que agora muitos acreditam, e claro, o chamado flipping, ou, home filpping.

Mas o que é isso? Muito conhecido dos investidores muito ágeis e muito bem informados, é “relativamente” muito simples.

Você compra uma casa por US$ 100 mil e a vende por 120, 130 ou até mesmo por 150 dependendo da situação. Existem cenários de negociação aqui que o investidor chega a ganhar 100% do investimento dependendo do negócio, afinal é sabido que o ganho acontece na compra e não na venda.

Hoje o sul da Flórida, tendo a cidade de Miami como um dos mercados mais aquecidos nos Estados Unidos para essa modalidade de investimento imobiliário.

Como sempre, essas pesquisas são feitas em dezenas de cidades estratégicamente espalhadas por todo o país, onde cada cidade tem um perfil demográfico que venha dar uma certa garantia a esse estudo.

No caso, essa pesquisa nacional foi feita pelo portal Realtor.com, onde consideraram 50 metrópoles.

A cidade de NY ficou em primeiro lugar. Miami ficou em oitavo lugar.

Sendo os Estados Unidos um país de desastre natural, cidades que são famosas por sofrerem consequências de tornados ou furacões ou outros desastres naturais estão sofrendo muito, devido ao aumento do seguro.

Aqui na Flórida por exemplo, a costa oeste tem sido castigada nos últimos anos. Fort Meyer, Naples, Punta Gorda, dentre outras tiveram parte da cidade destruída pelos furacões.

A saber, furacão nos EUA é que nem Carnaval no Brasil. Tem todo ano, e a temporada começa de 1 de junho à 30 de novembro, sendo “mais ativa” da segunda semana de agosto, até meados de outubro.

Mas aí você pergunta: vale a pena? Minha resposta bem objetiva é um sonoro sim!

 Mas como qualquer negócio, existe o risco e o dever de casa tem que ser feito dentro do THE American Way of Doing Business, ou seja, A maneira americana de fazer negócios. Caso não tenha prestado atenção, o A, é um artigo definido, ou seja, a maneira já foi definida!

Monday, June 30, 2025

Reforma Tributária de Trump: Oportunidade para Investidores Imobiliários


O projeto One Big Beautiful Bill Act, aprovado pela Câmara dos Deputados dos EUA em maio, e que deverá ser aprovado até 4 de julho, visa tornar permanentes os cortes de impostos da reforma de 2017 e implementar mudanças significativas que impactam diretamente o setor imobiliário — inclusive favorecendo investidores estrangeiros.

Entre os principais pontos, destaca-se a ampliação da dedução SALT - State And Local Tax, ou seja,  impostos estaduais e locais de US$ 10 mil para até US$ 40 mil para contribuintes com renda de até US$ 500 mil anuais. Essa medida pode impulsionar o mercado de luxo, atraindo investidores globais em busca de maior rentabilidade fiscal.

Contudo, o projeto também elimina gradualmente os créditos para melhorias de eficiência energética, o que pode aumentar os custos operacionais no longo prazo para quem investe em propriedades sustentáveis.

Para desenvolvedores, especialmente estrangeiros, o projeto pode representar uma grande oportunidade: a possível flexibilização dos requisitos de vínculo em projetos públicos abriria espaço para participação em empreendimentos de habitação popular — um setor com alta demanda e potencial de retorno estável.

Além disso, o projeto reforça os incentivos para zonas de oportunidade, áreas que oferecem benefícios fiscais para investimentos em comunidades carentes. Desde 2019, essas zonas já ajudaram a viabilizar mais de 350 mil unidades habitacionais. A extensão até 2033 dá segurança jurídica para quem planeja projetos de médio e longo prazo.

Em resumo, caso aprovado, o projeto pode tornar os EUA ainda mais atraentes para investidores estrangeiros em busca de oportunidades no mercado imobiliário, sobretudo no segmento de habitação acessível e propriedades de alto padrão com benefícios fiscais ampliados.