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Tuesday, February 17, 2026

10 Dicas para Iniciantes em Leilões de Imóveis nos EUA

Desnecessário seria dizer que o investimento imobiliário nos Estados Unidos tem um grande apelo junto aos investidores brasileiros.

Hoje devido o momento sócio, político e econômico de grande incerteza que o Brasil atravessa, milhares de brasileiros estão mudando para os Estados Unidos, ou somente investindo nos Estados Unidos; e dentro da modalidade de preferência nacional como investimento, o investimento em imóvel no Estado da Flórida aparece como número 1 na prioridade.

Leilão de imóveis nos EUA
Apesar de só existir dois tipos de imóveis, ou ele é comercial ou é residencial, dentro desses dois tipos de imóveis, no tocante investimento imobiliário existem diversas classes ou tipos com subtipos. 

Você sabia que a indústria imobiliária americana reconhece mais de 30 variações de classes?!

Como no momento nos parece que o investidor brasileiro acordou para o leilão, vamos concentrar essa matéria nesse assunto.

Como nem tudo que brilha é ouro, quais os 10 cuidados que todo iniciante em leilão de imóveis tem que ter? 

Vamos as dicas.

1) Sempre passe em frente ao imóvel antes

Nunca confie apenas em anúncios online ou listagem de bancos. Você precisa ver a casa e o bairro pessoalmente.

Motivos principais:

  • O imóvel pode ter queimado, sido demolido ou condenado.
  • O bairro ou o imóvel pode ser muito diferente do que você imaginou ou viu na foto digital. Alguém pensou em I.A.?
  • Você pode observar sinais de ocupação (carros, luzes, movimento). E dependendo da situação dos moradores, pode ser uma grande dor de cabeça.
  • Muitas casas da lista nem chegam ao leilão.

Se você mora em outra cidade, contrate alguém para tirar fotos. Tenha sempre um olheiro quando não puder você conferir.

Passe novamente no imóvel perto da data do leilão, pois a situação pode mudar  rapidamente. Daí a importância do “olheiro”!

2) Use o bom senso e priorize a segurança

Algumas casas ainda podem estar ocupadas.
Não invada a propriedade nem tente olhar pelas janelas. No trespassing!

Isso é apenas uma inspeção visual externa.

3) Faça uma due diligence completa

A due diligence completa é a parte mais importante de todo o processo.

Dar lances é a parte fácil.

A preparação é o que determina se você vai lucrar ou perder dinheiro.

Execuções hipotecárias acontecem porque:

  • Hipoteca não foi paga
  • Impostos não foram pagos
  • Herdeiros deixaram de pagar após falecimento do proprietário

Isso significa que podem existir problemas legais que de um modo geral são demorados e caros para resolver. Muitas das vezes, muito mais demorados e caros do que o esperado.

4) Faça uma pesquisa de título do imóvel

Se você não souber analisar registros, pague uma empresa de título ou advogado imobiliário.

Você precisa verificar. O chamado title search.

  • Histórico de proprietários
  • Hipotecas e ônus
  • Segundas hipotecas
  • Posição do gravame que está sendo leiloado

Regra crítica: você quer comprar o gravame em Primeira Posição.

Às vezes o leilão é de segunda hipoteca, que a experiência mostra é muito arriscado.

5) Verifique impostos atrasados

Um dos erros comuns dos iniciantes, é acreditar que comprando em leilão, os impostos atrasados serão eliminados. Não, não serão eliminados! Você assume essa dívida.

Como verificar:

  • Pesquise no site da prefeitura ou condado onde o imóvel está localizado
  • Digite o endereço
  • Veja quais anos estão em aberto

Se a hipoteca não foi paga, geralmente os impostos também não foram.

6) Pesquise outros ônus (liens)

Exemplos:

  • Segunda hipoteca
  • Dívidas de obra (mechanic lien). Na Flórida, a força legal do prestador de serviço é absurda!
  • Dívidas judiciais

Alguns desaparecem após a execução, outros não. Essa pesquisa evita supresas de dívidas. 

7) No leilão presencial, leve a forma correta de pagamento (cheques administrativos)

Pagamentos comuns:

  • Dinheiro
  • Cheques administrativos (recomendado)

Dicas importantes:

  • Emita os cheques em seu próprio nome
  • Se perder o lance, poderá depositar novamente.
  • Apesar do custo de emissão, leve valores em vários cheques menores (ex: 10 mil, 20 mil).

Você não sabe o valor final do lance.



8) Defina seus números antes de dar lances

Determine o valor máximo conforme sua estratégia:

  • Revenda (flip)
  • Aluguel
  • Moradia própria

O lance inicial costuma sair 24–48 horas antes do leilão.

Você precisa saber seu limite no lance e todos os seus números antecipadamente, e com muita segurança. Esses números inclusive deverão considerar quanto o investidor quer ganhar e em quanto tempo, para saber se haverá espaço para tal aquisição imobiliária. 

9) Assista a um leilão antes de participar

Trate o primeiro ou primeiros leilões como um ensaio. Isso é máxima entre os investidores!

Vantagens:

  • Entender a velocidade dos lances
  • Saber onde estacionar, caso não seja online e se registrar. Sim, ainda existe leilões presenciais. Os leilões chamados híbridos.
  • Encontrar o local correto
  • Reduzir o nervosismo

Leilões presenciais ou online são públicos e gratuitos.

10) Nos leilões presenciais. Chegue cedo e seja pontual

Leilões começam exatamente no horário.
Eles não esperam atrasados. C
hegar tarde = perder oportunidades.

Faça networking.

Como podemos concluir pelo exposto acima, o sucesso em leilões imobiliários é 90% preparação e pesquisa e apenas 10% dar lances.

Reduza o risco visitando o imóvel, pesquisando título e impostos, preparando o dinheiro, e assistindo os leilões antes de se lançar nessa modalidade de investimento.

A máxima americana resume toda a matéria acima: sucesso é quando preparo encontra oportunidade!

Thursday, February 12, 2026

O Desafio do Déficit Habitacional nos Estados Unidos e Seus Impactos Econômicos

 


Os Estados Unidos enfrentam um déficit habitacional que tem preocupado economistas, urbanistas e formuladores de políticas públicas, incluso os do governo do Presidente Donald Trump. 

Diversos estudos que já atravessam governos, apontam que a escassez de moradias já alcança milhões de unidades, resultado de fatores acumulados ao longo de anos, como crescimento populacional, custos elevados de construção, juros mais altos e falta de oferta acessível.

O debate político sobre o tema é intenso. Alguns analistas associam o aumento dos preços a decisões econômicas recentes e às pressões inflacionárias do período pós-pandemia, enquanto outros destacam questões estruturais, como restrições de zoneamento, o que é um desafio, baixa produção habitacional desde a crise de 2008 e mudanças demográficas. 

A imigração também é frequentemente citada no debate público, embora especialistas ressaltem que o déficit já vinha se formando antes do atual ciclo migratório. Mas é sabido que com política do governo democrata de Biden de escancarar a fronteira permitindo milhões de imigrantes invadirem o país, a situação habitacional só piorou!

As consequências são visíveis: aluguéis mais caros, maior dificuldade para adquirir a primeira casa e aumento da desigualdade entre regiões. Para enfrentar o problema, propostas variam desde incentivos à construção e reformas regulatórias até programas de habitação acessível.

Independentemente das diferenças ideológicas, há consenso de que ampliar a oferta de moradias será essencial para estabilizar preços e garantir maior segurança econômica às famílias americanas nos próximos anos.

Projeções mais otimistas considerando todo o cenário econômico, social, político e habitacional, divulgado por diversas empresas e institutos confiáveis, dizem que levará no mínimo de 10 anos a15 para começar a regularizar esse grande desafio habitacional que os Estados Unidos enfrentam. 

Tenho 3 perguntas:

  • Como ficará o deficit habitacional caso o governo demore para tomar uma decisão?
  • Quanto cresce em média o deficit habitacional anualmente?
  • Sendo otimista, como estará esse deficit daqui a 10 anos? 

Baseado no que leio, o governo sim, irá começar a combater esse problema que atinge milhões de americanos. 

O que não sabemos e ninguém pode afirmar é quando vai começar a equilibrar essa crise. 

Tuesday, January 27, 2026

Tempestades de gelo nos EUA: um risco que o investidor imobiliário estrangeiro não pode ignorar


 Os Estados Unidos é um país de desastre natural. E o inverno tem sido marcado por severas tempestades de neve e, sobretudo, de gelo (ice storms), fenômeno que já provocou mortes, colapsos de infraestrutura e prejuízos econômicos significativos em diversos estados.

Para o investidor imobiliário, esse cenário representa um risco concreto que não pode ser ignorado; em especial para o investidor estrangeiro, que muitas vezes está distante da operação, da manutenção e da gestão do ativo.

A tempestade de gelo é particularmente destrutiva. O acúmulo de gelo sobre telhados, redes elétricas, árvores e estruturas provoca quedas de energia prolongadas, rompimento de tubulações, infiltrações, desabamentos parciais e danos estruturais graves.

Imóveis residenciais e comerciais podem se tornar inabitáveis por semanas, exigindo reparos caros, acionamento de seguros e longos períodos de vacância. Em muitos casos, o custo indireto como perda de renda, disputas com seguradoras, desvalorização temporária do ativo , supera o dano físico imediato.

Para o investidor estrangeiro, os riscos são ampliados. A ausência física dificulta respostas rápidas, aumenta a dependência de terceiros e eleva a exposição a falhas de gestão, atrasos em reparos e custos não previstos.

Somando a esse stress, eventos climáticos extremos tendem a pressionar impostos locais, seguros e regulamentações, afetando a rentabilidade no médio e longo prazo.

Nesse contexto, o investimento em terrenos se destaca como uma estratégia que sobrepõe muitos desses riscos.

Terrenos não possuem estruturas a serem danificadas por gelo, não sofrem com infiltrações, colapsos ou manutenção emergencial, e não dependem de ocupação para gerar valor. O risco operacional é substancialmente menor, assim como os custos recorrentes.

Terrenos são a prova de enchentes e incêndios de proporções bíblicas, terremotos, tornados, furacões e de qualquer outro tipo de desastre natural ou não que possa acontecer aqui nesse país!

Terrenos bem localizados mantêm seu potencial de valorização independentemente de eventos climáticos pontuais. Para o investidor que busca proteção patrimonial, simplicidade operacional e previsibilidade, especialmente em mercados sujeitos a extremos climáticos, o terreno se apresenta como um ativo mais resiliente, estratégico e alinhado a uma visão de longo prazo.

Em períodos de incerteza climática, reduzir complexidade é uma decisão racional. E, no imobiliário, isso começa pela escolha do ativo certo.

Agora você sabe!

Wednesday, December 17, 2025

Qual importância da expansão demográfica no plano habitacional dentro dos EUA?


 

O Presidente Donald J. Trump é um construtor de sucesso, onde construi seu império construindo não só hotéis ou campo de golfes ao redor do país e do mundo, mas também unidades habitacionais.

O  deficit habitacional nos Estados Unidos é um problema que ele conhece muito bem, foi promessa de campanha, e quer mudar. Mas quer mudar dentro de um planejamento habitacional organizado junto com a expansão demográfica, e com todo apoio possível e imaginável de Washington.

A expansão demográfica ocupa papel central no plano habitacional dos Estados Unidos porque está diretamente ligada à sustentabilidade econômica, à competitividade global e à coesão social do país. 

Um déficit estimado entre 5 e 10 milhões de moradias não é apenas um problema imobiliário; é um gargalo estrutural que afeta produtividade, mobilidade da força de trabalho, inflação e crescimento de longo prazo.

Do ponto de vista econômico, a expansão demográfica exige oferta habitacional compatível. Sem novas moradias, o crescimento populacional impulsionado por imigração, mobilidade interna, migração dos moradores de estados democratas para os estados republicanos, e aumento da formação de famílias, pressiona preços, eleva aluguéis e reduz o poder de compra da classe média na maioria das regiões americanas. Isso alimenta inflação estrutural e dificulta a atração de talentos para polos estratégicos de produção, tecnologia e serviços. Em termos práticos, empresas deixam de se instalar onde trabalhadores não conseguem viver. Isso é fato!

No plano estratégico, permitir a construção em novas regiões redistribui crescimento e reduz a concentração excessiva em grandes centros urbanos já saturados. 

A expansão territorial planejada com infraestrutura, zoneamento mais flexível e incentivos à construção, cria novos polos econômicos, fortalece cidades médias e estimula desenvolvimento regional. Isso não é improviso: é política de competitividade nacional. E competição é uma coisa que o americano entende!

Há também um componente fiscal e social relevante. Mais moradias significam mais contribuintes, ampliação da base tributária e maior previsibilidade para investimentos públicos em transporte, educação e saúde. 

Ao mesmo tempo, a expansão demográfica bem planejada reduz tensões sociais associadas à escassez habitacional, como deslocamentos forçados, aumento de moradores sem teto e degradação urbana.

Concluindo, no contexto de uma agenda de crescimento agressivo, a política habitacional torna-se instrumento de soberania econômica. 

Um país que cresce demograficamente, mas não constrói, trava a si mesmo. Ao alinhar expansão demográfica com produção habitacional em escala, os Estados Unidos reforçam sua capacidade de crescer, atrair capital, manter dinamismo econômico e preservar o chamado American Way of Life. Sem moradia acessível, não há crescimento sustentável. Isso também é fato.

Portanto, se você é investidor, e considera em investir em imóveis aqui nos Estados Unidos, tenha em mente essa estratégia. Posso garantir à você que não é tão fácil como muitos vendem o conceito no Brasil, mas a médio e longo prazo para todos aqueles que são mais conservadores nos investimentos, falo sem margem de dúvidas, que vale a pena!

Se você não sabe como começar aqui nos Estados Unidos, faça contato com esse blogger  no site da empresa Moriah International, Inc . Prometo retornar assim que possível.

Friday, November 21, 2025

Imóveis para a classe media em Miami é a nova tendência


Os preços exorbitantes dos imóveis em Miami, principalmente nas áreas mais privilegiadas, entenda, próxima a água tem reverberado ao redor dos Estados Unidos.

Apesar de muitos não se animarem com os preços altos, eles não desistem do sonho de morar no Sul da Flórida.

A demanda é crescente; não só por brasileiros estrangeiros que querem morar em Miami, mas também por americanos que estão trocando os estados democratas pelos estados republicanos; no caso o Estado da Flórida.

Pensando nisso, uma empresa incorporadora espanhola planeja a construção de mais de 4.000 apartamentos, com preço abaixo do mercado para satisfazer a classe média.

Inicialmente o projeto será para aluguel com o preço variando de US$ 1,600 à US$ 1,900.00 por mês. O complexo apresentará diversas comodidades que são típicas dos prédios mais atuais: piscina, academia e espaço de coworking que atenderá as 7 torres.

Para quem conhece a região, as torres que começarão a ser construídas já no início de 2026, ficarão em uma área de 48.562 m2 que foi comprada em 2023 por US$ 29.3 milhões, e fica localizada na área oeste da I-95 (Interstate) em West Little River que é um bairro bem suburbano.  

Os imóveis de preços mais acessíveis começam a dar forte sinais que serão uma das grandes tendências em Miami para os anos vindouros.Não só os imóveis que atendem a classe média mas como também os imóveis mais populares, o chamado Section 8, onde o governo federal paga a metade do aluguel do inquilino, estão dando sinais que esses dois nichos estarão contribuindo para a agressiva expansão demográfica e habitacional do estado da Flórida. 

O governo do Presidente Donald Trump reconhece que o deficit habitacional, em um número bem conservador é de no mínimo 5 milhões de unidades ao redor do país para o dia de hoje; sendo que com a expansão demográfica de uma população de 347 milhões de pessoas, não existe até a presente data um indíce, um estudo de desaceleração dessa necessidade de imóveis para atender a classe média ou menos privilegiada.

Monday, September 29, 2025

Mercado imobiliário nos EUA: Riscos de investir em Tax Lien e Tax Deed


Como sabemos, parece que o brasileiro segue moda. E no momento, parece que uma das modas de investimento imobiliário que os brasileiros escutaram falar ou estão se interessando em investir nos Estados Unidos, é no segmento de Tax Deed e Tax Lien.

Mas é um bom negócio? Sim e não, depende de quem é você, e o que você quer com esse país.

Outro ponto relevante que vale ressaltar, que o fato de ser relativamente uma operação prática, não quer dizer que é fácil. Como sabemos não existe dinheiro fácil! Mas a maioria confunde, e sem entender de como o mercado imobiliário americano funciona, acha que é fácil.

Quando você acerta no investimento, o Tax Lien ou Tax Deed é muito lucrativo, mesmo assim, tem os seus desafios para chegar nesse lucro.

Mas o que é a operação do Tax Deed? É um leilão de imóvel por inadimplência de impostos (IPTU), com transferência de propriedade ao arrematante. 

O que é Tax Lien? É a dívida de imposto (IPTU) garantida pelo imóvel, leiloada a investidores, sem transferência imediata da propriedade

Vamos tentar esclarecer alguns pontos sobre os riscos do Tax Lien and Tax Deed para melhor te posicionar.

Investir em tax lien (penhora fiscal) e tax deed (escritura de imposto) pode ser uma forma de obter imóveis por um preço baixo ou ganhar uma taxa de juros alta. No entanto, é crucial entender que existem riscos significativos.

Riscos de investir em Tax Lien (Penhora Fiscal)

Risco de resgate: Na maioria dos estados, o proprietário do imóvel tem um período para quitar os impostos em atraso, além de multas e juros. Esse período é conhecido como período de resgate. Se o proprietário pagar o valor devido, você recebe seu investimento de volta mais os juros, mas não adquire o imóvel. Isso pode ser uma desvantagem se o seu objetivo principal era obter a propriedade.

Taxa de juros variável: A taxa de juros sobre os tax liens varia de estado para estado e, às vezes, de condado para condado. É essencial saber a taxa de retorno que você está comprando.

Prioridade da penhora: Embora uma penhora fiscal geralmente tenha prioridade sobre outras penhoras (como hipotecas), pode haver outras que a antecedem, como penhoras federais ou de outros órgãos. É preciso fazer uma diligência prévia para identificar todas as penhoras.

Propriedades de baixo valor: Muitas vezes, as propriedades com tax liens são de valor baixo ou estão em áreas indesejáveis. Mesmo que você adquira a propriedade, pode ser difícil vendê-la ou obter um bom retorno. Isso não quer dizer que não apareça boas propriedades e endereços mais nobres. Na verdade aparece de tudo, daí a necessidade de sempre ficar pesquisando nos websites que mostram essas oportunidades.

Período de espera prolongado: Se o proprietário não resgatar o imóvel, você precisará esperar até que o período de resgate termine. Além disso, você precisará iniciar um processo de execução hipotecária para obter a escritura, o que pode levar tempo e custar dinheiro.

Riscos de investir em Tax Deed (Escritura de Imposto)

Processo de leilão: A maioria dos tax deeds é vendida em leilão. Você pode acabar pagando mais do que o valor do mercado por uma propriedade, especialmente se a concorrência for alta.

Condição da propriedade: Ao contrário de um leilão de hipoteca tradicional, os tax deeds são geralmente vendidos como estão. Isso significa que você não tem a oportunidade de inspecionar a propriedade por dentro. A propriedade pode estar em péssimas condições, com danos estruturais ou contaminação ambiental, o que exigirá reparos caros.

Questões de titularidade: O risco mais significativo de um tax deed é a incerteza do título. O título de um tax deed pode não ser "claro" ou "comercializável", o que significa que pode haver reivindicações pendentes sobre a propriedade. Você pode precisar de um advogado para "limpar" o título, o que pode ser um processo demorado e caro.

Desocupação do imóvel: Se houver ocupantes na propriedade, você terá que iniciar um processo de despejo. Isso pode ser caro e demorado.

Sem período de resgate: Em alguns estados que vendem tax deeds, não há um período de resgate. Isso significa que, se você ganhar o leilão e o processo de execução for concluído, a propriedade é sua. No entanto, o proprietário anterior ainda pode contestar a venda em tribunal, o que é outro custo e risco para você.

Em resumo, embora o investimento em tax lien e tax deed possa parecer uma oportunidade de lucro, e pode ser, eles carregam um risco significativo.

Recomenda-se fazer uma pesquisa completa sobre a propriedade, o processo legal e as leis do estado e do condado antes de investir. Idealmente, consulte um advogado ou um profissional especializado nesse tipo de investimento.

Finalizando, como todo e qualquer investimento, o risco sempre irá acompanhar. Cabe à você interessado se informar da melhor maneira possível, fazendo o chamado dever de casa, se cercando de profissionais competentes como supra citado.

Wednesday, July 23, 2025

Home flipping. A cidade de Miami no top 10

Se existe uma modalidade de negócio nos Estados Unidos que chama e muito a atenção do brasileiro, é o investimento imobiliário.

Incorporação, leilão, que agora muitos acreditam, e claro, o chamado flipping, ou, home filpping.

Mas o que é isso? Muito conhecido dos investidores muito ágeis e muito bem informados, é “relativamente” muito simples.

Você compra uma casa por US$ 100 mil e a vende por 120, 130 ou até mesmo por 150 dependendo da situação. Existem cenários de negociação aqui que o investidor chega a ganhar 100% do investimento dependendo do negócio, afinal é sabido que o ganho acontece na compra e não na venda.

Hoje o sul da Flórida, tendo a cidade de Miami como um dos mercados mais aquecidos nos Estados Unidos para essa modalidade de investimento imobiliário.

Como sempre, essas pesquisas são feitas em dezenas de cidades estratégicamente espalhadas por todo o país, onde cada cidade tem um perfil demográfico que venha dar uma certa garantia a esse estudo.

No caso, essa pesquisa nacional foi feita pelo portal Realtor.com, onde consideraram 50 metrópoles.

A cidade de NY ficou em primeiro lugar. Miami ficou em oitavo lugar.

Sendo os Estados Unidos um país de desastre natural, cidades que são famosas por sofrerem consequências de tornados ou furacões ou outros desastres naturais estão sofrendo muito, devido ao aumento do seguro.

Aqui na Flórida por exemplo, a costa oeste tem sido castigada nos últimos anos. Fort Meyer, Naples, Punta Gorda, dentre outras tiveram parte da cidade destruída pelos furacões.

A saber, furacão nos EUA é que nem Carnaval no Brasil. Tem todo ano, e a temporada começa de 1 de junho à 30 de novembro, sendo “mais ativa” da segunda semana de agosto, até meados de outubro.

Mas aí você pergunta: vale a pena? Minha resposta bem objetiva é um sonoro sim!

 Mas como qualquer negócio, existe o risco e o dever de casa tem que ser feito dentro do THE American Way of Doing Business, ou seja, A maneira americana de fazer negócios. Caso não tenha prestado atenção, o A, é um artigo definido, ou seja, a maneira já foi definida!

Saturday, May 3, 2025

Amazon vai abrir dezenas de depósitos em áreas rurais dos EUA



A gigante do e-commerce Amazon está se preparando para construir dezenas de novos depósitos nos Estados Unidos voltados para atender regiões rurais. 

A ideia é expandir sua estrutura de entregas e depender menos de empresas como o USPS que é o correio americano, ou a UPS, que muitos brasileiros também conhecem. A meta é concluir essa expansão até o fim do ano que vem.

Desde 2020, a Amazon tem investido na criação de uma rede própria de entrega no interior.

Hoje, ela já conta com cerca de 70 centros desse tipo estratégicamente espalhados pelo país, mas a expectativa é chegar a 210 até o fim de 2026. Ao todo, a empresa planeja investir US$ 4 bilhões nesse projeto, criando assim um impacto econômico nessas regiões sem precedentes.

A Amazon já construiu uma operação logística enorme nos últimos anos, com centenas de depósitos nas grandes cidades e uma rede de milhares de motoristas contratados que dirigem as vans azuis da marca.

Com o retorno do Presidente Donald Trump à presidência em 20 de janeiro desse ano, e seu discurso de valorização da economia americana, combate as tarifas abusivas principalmente contara a China, e geração de empregos, várias empresas principalmente as gigantes da tecnologia, como Apple e Nvidia já anunciaram grandes investimentos nos EUA.

A saber, até a presente data desse post, quase US$ 8 trilhões de compromisso de megas corporações já negociaram com a Casa Branca!

Segundo a Bloomberg, a Amazon chegou até a discutir com o Presidente Donald Trump a possibilidade de fazer um anúncio oficial sobre os próprios planos de expansão no país.

No caso das áreas rurais, a Amazon costumava repassar a maior parte das entregas para outras transportadoras. Mas agora está mudando essa estratégia.

A UPS, por exemplo, anunciou que vai cortar 20 mil empregos este ano e fechar vários centros, justamente por causa da queda nas entregas para a Amazon.

A empresa acredita que essa nova rede rural pode gerar até 100 mil empregos diretos e indiretos — tanto dentro dos centros de distribuição quanto entre os motoristas contratados. E, segundo a Bloomberg, a Amazon também está considerando um investimento ainda maior: US$ 15 bilhões para ampliar seus depósitos e hubs de entrega, revertendo a desaceleração das construções que veio depois da pandemia.

Como costumo falar, a concorrência nos Estados Unidos é predadora. Com certeza milhares de transportadoras ou mesmo lojas de porte dos mais diversos segmentos, jamais imaginaram que um dia chegaria uma empresa com uma proposta tão disruptiva, e mexeria com toda a estrutura de logística do mercado americano, a final caso você não saiba, a Amazon diz ser uma empresa de logística e não uma plataforma de e-commerce. Agora você sabe!

E se você é investidor imobiliário, como aproveitar esse impacto econômico causado pela Amazon, e seguir a rota de expansão?

A resposta é simples: conhecendo A maneira americana de fazer negócio.

Agora você também já sabe! 

Tuesday, October 8, 2024

Furacão mexe com o mercado imobiliário na Flórida

Desde a pandemia, o mercado imobiliário da Flórida tem tido um aumento considerável de novos moradores.

Não só  os americanos que fugiram dos estados democratas devido a uma agenda comunista de controle, mas como também dos estrageiros que buscam no estado ensolarado, uma grande experiência nos Estados Unidos.

Desnecessário seria dizer que com toda essa procura, os preços dos imóveis dispararam, e para atender essa demanda, construções atrás de construções foram aparecendo e ainda estão aparecendo.

Acontece que só esse ano de 2024, 3 grandes furacões já atingiram a Flórida. Debby, Helen e enquanto escrevo esse blog, furacão Milton classificado no momento na categoria 4, está a caminho da Costa Oeste, ameaçando ser um dos mais destruidores da história do estado.

O prejuízo do Helene que foi semanas atrás, já está sendo contabilizado em mais de US$ 15 bilhões de dólares, destruindo milhares de residências, o que fez jogar o seguro para a estratosfera.Daqui a algumas semanas saberemos  prejuízo financeiro do Milton.

Com todo esse cenário apocalíptico, você pergunta: o que fazer? O mercado imobiliário é ruim? Não serve mais para investir?

Não!Tudo que tem acontecido e estar para acontecer aqui na Flórida, não é exclusividade do estado floridiano, e não é novidade para ninguém!

Você entendo ou não, aceitando ou não, acreditando ou não, saiba que os Estados Unidos é um país de desastres naturais, e cada estado tem seus desafios. Enchentes e incêndios de proporções bíblicas, terremoto, tornados, furacões, tempestade de neve e de gêlo, calor e frio extremo, enfim, praticamente tudo que a natureza nos oferece que pode nos causar algum prejuízo, ela nos oferece.

Para onde ir? O que eu faço? Pergunta você!

Basta pesquisar o estado que escolher para morar, empresariar ou investir, qual ou quais os desafios ele tem em termo de desastre natural, e desenvolver a sua estratégia.

Bem vindo à América!. 

Tuesday, August 27, 2024

O empresário e construtor Donald Trump quer construir quatro torres na Cidade do Doral

O empresário e construtor Donald Trump quer construir quatro prédios muitíssimo em breve na Cidade do Doral que fica a oeste do Condado de Miami-Dade na Flórida. 

Ele como sempre de maneira muito ousada, está avançando com o empreendimento imobiliário na cidade.

Dia 14 de agosto, o Conselho Municipal de Doral concedeu uma aprovação preliminar para o desenvolvimento de um complexo residencial e comercial no Trump National Doral Miami, o  resort de golfe do Sul da Flórida, assim como outros espalhados não so nos EUA mas pelo mundo, que carrega seu nome desde 2012.

O projeto prevê a construção de quatro torres residenciais de 21 andares e uma área comercial de 141.000 pés quadrados. Devido a sua posição presidencial e compliances do governo, uma vez que ele está disputando a vaga na Casa Branca, o nome do ex-presidente não está vinculado a este projeto, que até agora é conhecido como Doral International Towers.

O plano inclui 1.429 unidades habitacionais, com apartamentos avaliados a partir de US$ 2 milhões, com o objetivo de testar o mercado de condomínios de luxo nos subúrbios.

Mesmo não carregando a marca Trump, o grupo aposta que a tradicional e inconfundível marca Trump continuará sendo um forte atrativo, especialmente para compradores internacionais e amantes do golfe.

No projeto aprovado, 643 quartos distribuidos em dois prédios serão demolidos. E com um um nome mais genérico, a Organização Trump está segura que de maneira nenhuma afetará o nome ou a identidade do Trump Doral Resort.

Apesar do impacto econômico, um projeto dessa envergadura no local que é, para quem conhece as limitações da cidade, desnecessário seria dizer que a aprovação final tem enfrentado resistência de alguns membros do conselho da Cidade do Doral, incluindo a prefeita Christi Fraga e o conselheiro Rafael Pinyero, embora nenhum deles tenha detalhado suas preocupações durante a reunião. A votação final está agendada para o próximo mês.

Como morador dessa maravilhosa cidade, ouso a dizer que o calo dessa aprovação é o impacto no transito que para os padrões americanos, é cruel, e uma das maiores reclamações dos moradores. Mesmo assim, acho que vale a pena consolidar mais ainda a marca Trump na Cidade do Doral.

Veja esse belo vídeo de mais um mega projeto do construtor Donald J. Trump. Clique no link e imagina você desfrutando desse lugar. Doral International Towers

Wednesday, June 26, 2024

Nova lei na Flórida assusta dono de imóveis em condomínio antigos. Entenda!

Antes de ler a matéria, primeiro você tem que entender o que é assessment.

Nos Estados Unidos, o termo assessment no contexto de imóveis geralmente refere-se à avaliação ou valoração de propriedades para fins fiscais.

Essa avaliação é usada pelas autoridades locais para determinar o valor de mercado de uma propriedade, o que, por sua vez, serve como base para calcular os impostos sobre a propriedade (property taxes).

Existem dois tipos principais de "assessments" em imóveis:

1.    Tax Assessment (Avaliação Fiscal): Este é o valor determinado pela autoridade fiscal local (como o assessor do condado) para fins de tributação. Ele determina quanto um proprietário de imóvel deve pagar em impostos sobre a propriedade.

2.    Special Assessment (Avaliação Especial): Este é um encargo adicional que pode ser aplicado a proprietários de imóveis para cobrir o custo de melhorias específicas ou serviços que beneficiam diretamente a propriedade, como a pavimentação de ruas ou a instalação de esgotos.

A avaliação fiscal é realizada periodicamente e pode ser revista e ajustada com base nas mudanças no valor de mercado da propriedade ou nas políticas fiscais locais.

Agora que você aprendeu, saiba que o governador da Flórida Ron DeSantis, assinou a lei HB 1021 para acabar com algumas brechas nos regulamentos de alguns condomínios, onde algumas diretorias inescrupulosas tiravam vantagem dessas brechas, relaxando assim na manutenção do prédio em todos os níveis e capacidade.

Também chamada de Condo 3.0, essa lei foi inspirada na lei de 2021, que foi criada logo após a queda do prédio Champlain Tower South na cidade de Surfside, aqui no Sul da Flórida, onde 98 vidas preciosas foram soterradas nos escombros.

A lei é bem ampla. Ela cobre desde treinamento, até punição criminal aos diretores e membros das associações que destroem evidências contábeis e administrativas, subornos dentre outras medidas que irão moralizar a administração desses condomínios.

A lei atinge os condomínios com mais de 30 anos, com mais de 25 unidades de apartamento, e acredite, atinge o Estado da Flórida em cheio.

Dito isto, se você considera investir em compra de prédios com mais de 25 unidades, e bom ter cuidado.