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Wednesday, May 6, 2026

Qual o deficit habitacional dos EUA hoje e por que?


Apesar do preço da gasolina devido o fechamento do Estreito de Hormuz, os Estados Unidos apontam para uma recuperação histórica logo após o acordo de paz com o Irã. E isso poderá acontecer em dias, senão em horas enquanto escrevo essa matéria.

Com essa recuperação, um outro desafio começa a surgir no horizonte, e dessa vez é doméstico: o preço dos imóveis.

Hoje, os Estados Unidos atravessam um dos maiores déficits habitacionais de sua história recente. Estimativas de entidades do setor imobiliário mais comedidos, apontam que o país possui uma carência entre 15 a 20 milhões de moradias no mínimo, resultado de mais de uma década de construção insuficiente diante do crescimento populacional e da alta demanda por imóveis.

Dois grandes problemas são apontados como causadores.

Problema 1 – considerado como o início, o deficit se agravou após a crise financeira de 2008, quando milhares de construtoras fecharam as portas e o ritmo de novas obras despencou. Desde então, o mercado americano não conseguiu recuperar plenamente sua capacidade de entrega. Além disso, juros elevados, aumento no custo de materiais e escassez de mão de obra elevaram ainda mais os preços dos imóveis e dos aluguéis.

Problema 2 – o plano de imigração do governo Biden de escancarar as fronteiras para qualquer imigrante entrar no país. Como números que variam de 15 à 25 milhões de pessoas que chegaram ao país em meses de desgoverno, esse deficit aumentou mais ainda.

As regiões mais desabastecidas atualmente são o Nordeste e parte do Centro-Oeste americano. Estados como Nova York, Connecticut, Maryland e regiões da Pensilvânia apresentam forte pressão de demanda e pouca oferta de novas construções, o que mantém os preços elevados. Caso você não tenha atentado para o detalhe, estados democratas.

Isso mesmo, o déficit habitacional é mais acentuado em estados tradicionalmente democratas, devido aos incentivos que eles oferecem aos menos privilegiados, e as “loucas” regras urbanísticas, restrições ambientais para proteção da borboleta que voa somente a 3 metros acima da superfície ou do mosquito de uma só asa, claro que estou sendo sarcástico, mas é a realidade, e dificuldades para aprovação de novos projetos imobiliários. Califórnia e Nova York são exemplos clássicos desse cenário.

Já estados republicanos, especialmente no Sul, como Texas e Flórida, têm conseguido ampliar mais rapidamente a oferta habitacional graças a regulações menos restritivas e maior expansão territorial. Ainda assim, o crescimento populacional acelerado também começa a pressionar esses mercados.

 

Tuesday, December 14, 2021

A indústria da tragédia junto com a indústria de construção civil no EUA

Hoje é dia 14 de dezembro. Dias atrás, como acontece todos os anos, algumas cidades dos Estados Unidos foram varridas por um forte tornado.

Dessa vez, quase 250 milhas (402 Km) de pura destruição.  

Imagine você fazer por exemplo, fazer uma viagem de Rio de Janeiro à São Paulo, e só ver destruição. Inimaginável, mas foi justamente o que aconteceu!

Lamentavelmente, contabilizando já quase 100 mortes, segundo os últimos números, seis estados na rota da destruição, Arkansas, Missouri, Illinois, Tennessee, um pequeno pedaço de Indiana, e Kentucky onde experimentou a maior fúria do tornado.

Essa tragédia sem precedentes, se tornou a maior da  história americana no assunto tornado, não furacão!

Mas como tudo aqui nos Estados Unidos, existe uma indústria que funciona. No caso, a Indústria da Tragédia, que escrevi até com as iniciais em maiúsculo, é uma categoria.

Como a vida nos ensina, uns choram, outros vendem lenço! Por mais cruel que possa ser.

Enquanto você está lendo esse post, saiba que todos aqueles que trabalham direta ou indiretamente com construção civil em toda capacidade e esfera, já estão preparados ou se preparando para desfrutar dos bilhões de dólares que o governo federal irá canalizar para esse corredor de destruição de 250 milhas, onde literalmente falando, algumas pequenas cidades terão que ser reconstruídas, precisando de tudo.

Em um país onde já se estima um deficit habitacional de 5 milhões de unidades, onde ainda parecer ser o único lugar do mundo com dinheiro e canalização de investimento do mundo inteiro, apesar dos pesares, a indústria de construção civil, mesmo com a ameaça de mais uma bolha comunitária, ainda parece ser a indústria mais conservadora e lucrativa para um retorno de capital desejado, mesmo a médio e a longo prazo.

Você brasileiro que está lendo esse post, é tem interesse nessa indústria, fica as minhas perguntas:

  • Você está disposto a pagar o preço para visitar essas áreas?
  • Você está disposto a visitar essas áreas e ficar sem conforto nenhum (às vezes sem luz e/ou água) durante dias e dias, de repente até semanas, para conhecer e aprender o que fazer e de como fazer?
  • Você está disposto de pagar o preço para se fazer conhecido, ou seja, desenvolver o networking para quem de direito, para ficar sabedor que você pode socorrer de uma maneira ou outra com os seus serviços, seja ele qual for?

Enquanto você continua a ler esse post, saiba que os players americanos que entendem a cultura do American Way of Doing Business, já estão lá. 

Enquanto isso os brasileiros...muitos dos interessados nessa “oportunidade” deverão estar parando para o final de ano, para o verão, e pensando em voltar depois do Carnaval..ou eu estou errado?