Apesar do preço da gasolina devido o fechamento do Estreito
de Hormuz, os Estados Unidos apontam para uma recuperação histórica logo após o
acordo de paz com o Irã. E isso poderá acontecer em dias, senão em horas enquanto
escrevo essa matéria.
Com essa recuperação, um outro desafio começa a surgir no
horizonte, e dessa vez é doméstico: o preço dos imóveis.
Hoje, os Estados Unidos atravessam um dos maiores déficits
habitacionais de sua história recente. Estimativas de entidades do setor
imobiliário mais comedidos, apontam que o país possui uma carência entre 15 a 20 milhões de moradias no mínimo, resultado de mais de uma década de construção
insuficiente diante do crescimento populacional e da alta demanda por imóveis.
Dois grandes problemas são apontados como causadores.
Problema 1 – considerado como o início, o deficit se agravou
após a crise financeira de 2008, quando milhares de construtoras fecharam as
portas e o ritmo de novas obras despencou. Desde então, o mercado americano não
conseguiu recuperar plenamente sua capacidade de entrega. Além disso, juros
elevados, aumento no custo de materiais e escassez de mão de obra elevaram
ainda mais os preços dos imóveis e dos aluguéis.
Problema 2 – o plano de imigração do governo Biden de escancarar
as fronteiras para qualquer imigrante entrar no país. Como números que variam
de 15 à 25 milhões de pessoas que chegaram ao país em meses de desgoverno, esse
deficit aumentou mais ainda.
As regiões mais desabastecidas atualmente são o Nordeste e
parte do Centro-Oeste americano. Estados como Nova York, Connecticut, Maryland
e regiões da Pensilvânia apresentam forte pressão de demanda e pouca oferta de
novas construções, o que mantém os preços elevados. Caso você não tenha
atentado para o detalhe, estados democratas.
Isso mesmo, o déficit habitacional é mais acentuado em
estados tradicionalmente democratas, devido aos incentivos que eles oferecem aos
menos privilegiados, e as “loucas” regras urbanísticas, restrições ambientais para
proteção da borboleta que voa somente a 3 metros acima da superfície ou do
mosquito de uma só asa, claro que estou sendo sarcástico, mas é a
realidade, e dificuldades para aprovação de novos projetos imobiliários.
Califórnia e Nova York são exemplos clássicos desse cenário.

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